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Fernando de Noronha: O Paraíso Selvagem do Brasil
$150 - $400/dia 5-7 dias ago. - out. (Estação seca (agosto a outubro para mergulho)) 4 min de leitura

Fernando de Noronha: O Paraíso Selvagem do Brasil

Descubra Fernando de Noronha: praias, trilhas, mergulhos com tubarões e dicas essenciais para explorar a ilha mais selvagem do Brasil.

Acha que já conheceu o paraíso? Pense de novo.

Fernando de Noronha não é férias. É obsessão. Esqueça resorts com drinks açucarados à beira da piscina. Aqui é um arquipélago vulcânico, bruto, a 545 quilômetros do litoral brasileiro. Selvagem. Protegido. E exige respeito.

Chegamos prontos para ação. Vinte e uma ilhas. Água tão cristalina que parece mentira. Vida marinha em quantidade maior que de pessoas. Se quer só relaxar, procure outro destino. Se quer sentir o coração bater forte, é aqui.

O Preço da Entrada

Chegar exige esforço. Você voa Azul via Recife ou Natal. Cerca de uma hora no ar. Regra de ouro: escolha o assento na janela do lado esquerdo. Não vacile.

Fernando de Noronha - Foto de Filipão Brito Fotografia

Ao se aproximar, o Morro Dois Irmãos surge do oceano. É a foto que todo mundo quer. Passa rápido. Fique atento.

Ao desembarcar, você paga. Tem a TPA (Taxa de Preservação Ambiental) conforme os dias de estadia. E o ingresso do Parque Nacional Marinho. É caro. Pague. Esse dinheiro mantém a multidão longe e o ecossistema vivo. Vale cada centavo.

Conquistando a Vista

Vamos falar da Praia do Sancho. Dizem ser a melhor praia do mundo. Estão certos. Mas a natureza faz você suar para chegar.

Não é só pisar na areia. Tem que escalar. Primeiro, encaramos a trilha até o mirante. A vista paralisa. Mas a aventura de verdade é a descida.

Duzentos degraus. Escadas verticais encaixadas na pedra. Parece assustador. Não é. Vire de costas, segure firme e desça. Fomos com nadadeiras na mão. Tranquilo.

Quando os pés tocam a areia, o suor não importa. A água é calma. A visibilidade, surreal. Coloque a máscara. É um aquário. Não dá vontade de sair.

Não Perca

O passeio de canoa havaiana ao nascer do sol para ver golfinhos-rotadores. Mergulho de snorkel no naufrágio da Praia do Porto. O pôr do sol no Fortinho do Boldró.

Território dos Tubarões

A maioria foge de tubarão. Aqui, você mergulha com eles.

Fomos para a Praia do Porto. É um porto ativo, mas esqueça o que conhece de portos. Este é um dos mais limpos do Brasil. O naufrágio está ali, pertinho. Não precisa barco. Basta nadar da areia.

Parece cenário de filme. Vimos raias. Vimos tartarugas. Vimos tubarões. A vida marinha é densa. Rica. Você é hóspede. Respeite.

Fernando de Noronha - Foto de Lucelia Mendes

A Costa Proibida

Você já viu fotos da Baía dos Porcos. As icônicas pedras gêmeas na água turquesa. Chegar lá é missão.

O acesso é controlado. A trilha é cheia de pedras. Às vezes, precisa até de capacete. Segurança é coisa séria. Mas o verdadeiro chefe é a maré. Perdeu a janela da maré baixa, perdeu a praia.

Perdemos o horário na primeira tentativa. Desistimos? Não. Voltamos. Dá para nadar até lá se for bom de snorkel, mas atenção à correnteza. Quando finalmente entramos, foi mágico. O visual mais famoso do Brasil, bem diante dos olhos.

Pôr do Sol e Estratégia

Entenda o mapa. A ilha é uma lua crescente. Tem o "Mar de Dentro" (calmo, protegido) e o "Mar de Fora" (selvagem, voltado para a África).

A maioria dos passeios é no Mar de Dentro. É onde o sol se põe. Terminamos os dias no Fortinho do Boldró ou no Forte Nossa Senhora dos Remédios. Essas fortalezas lembram a história da ilha. Já foi prisão. Hoje é liberdade pura.

Fernando de Noronha - Foto de Guilherme Luz

O Momento Certo

Fomos em setembro. O mar estava liso. Visibilidade perfeita. Para snorkel e mergulho, vá entre agosto e outubro. O oceano parece uma lagoa.

Se surfa, ignore esse conselho. Vá em janeiro ou fevereiro. Chega o "Swell do Norte". A ilha vira parque de diversões para surfista.

Prepare-se para chuva. É o trópico. As nuvens vêm, despejam água e vão embora. Nos molhamos na Praia do Cachorro. Quem liga? Você já está molhado do mar.

O Último Gás

Fernando de Noronha não é para preguiçosos. Não há fonte de água doce — tudo é dessalinizada ou de chuva. Recursos são preciosos. O terreno é bruto.

Alugue um buggy. Encare as trilhas. Acorde cedo para remar de canoa. A ilha devolve tudo na mesma medida do seu esforço.

Vai ficar no continente ou vai conhecer o Brasil de verdade? Separe as nadadeiras. Compre a passagem. Vá.