Islândia Sem Filtros: Guia de Sobrevivência 5 Dias de Carro
Descubra o roteiro de 5 dias pela Islândia de carro. Dicas reais: cachoeiras, praias perigosas e experiências únicas. Prepare-se para a aventura!
Isso não é férias. É um desafio. Passei dez dias dirigindo pela Islândia e, posso dizer, é o lugar mais insano do planeta. Acha que já viu cachoeiras? Não viu. Acha que conhece o frio? Pense de novo.
Andei dentro de vulcões. Almocei em uma estufa rodeado de abelhas. Fiquei em uma praia que tenta matar turistas. Quer relaxar? Vá para um resort. Quer se sentir vivo? Vá para a Islândia. Aqui está o roteiro para os primeiros cinco dias. Aperte o cinto.
Comece com Tudo: Reykjavik
A maioria trata a capital como uma escala. Não seja como a maioria. Você desembarca, pega o carro alugado e vai direto para Hallgrímskirkja. É aquela igreja enorme que parece um foguete de basalto.
Entre. Pague para subir na torre. O vento lá em cima vai arrancar seu cabelo. Mas a vista 360° da cidade colorida parece feita de Lego. Parece de mentira. De tão perfeita.
Depois de congelar, é hora de comer. Esqueça restaurantes caros. Você vai numa barraca de lata chamada Bæjarins Beztu Pylsur. É um carrinho de cachorro-quente. Dizem que é o melhor da Europa. A salsicha é de cordeiro. Peça com tudo: remoulade, cebola crocante, mostarda doce. Custa cerca de $6. Vai ser a refeição mais barata da semana. Comi dois. Você também vai.
Círculo Dourado: Congelando o Rosto
Esqueça o ônibus de excursão. Você precisa de um carro. O Círculo Dourado é sua primeira prova do selvagem. Primeira parada: Parque Nacional Thingvellir. Não é só um parque. É onde as placas tectônicas da América do Norte e Eurásia estão se separando.

Você pode caminhar entre os continentes. O caminho é pavimentado, fácil. Mas só andar não basta. Tem que nadar. Fiz snorkeling na Fenda Silfra. A água é filtrada por rocha vulcânica por décadas. É cristalina. E tem 2°C.
Colocam você numa roupa seca. É pesada, apertada no pescoço. Você se sente um foca sufocando. Quando entra na água, o rosto fica dormente na hora. Mas aí você olha pra baixo. A visibilidade é infinita. Você está flutuando na veia da Terra. É desconfortável, cansativo e absolutamente essencial. Faça pelo menos uma vez.
Almoce Dentro de uma Estufa
Depois de congelar, você precisa de calor. Dirija até a área geotérmica de Geysir. O cheiro de enxofre te atinge primeiro. Ovo podre. Acostume-se. O grande gêiser entra em erupção a cada poucos minutos. Jorra água fervente a 20 metros de altura. Não pisque.

Para o almoço, só tem uma opção: Friðheimar. É uma fazenda de tomates. Você come dentro da estufa. É úmido, quente, cheiro de planta. Servem sopa de tomate à vontade com pão fresco. O pão é absurdo. Você corta na hora. Passa manteiga. Come quatro tigelas de sopa. Tem até cerveja de tomate. Parece estranho. Mas é incrível.
Termine esse trecho na Cratera Kerid. É um lago vulcânico. A rocha é vermelha. A água, azul-turquesa. Dá pra descer até a borda. Leva vinte minutos. Faça isso.
Não Perca
O snorkel na Silfra. Água congelante entre placas tectônicas. Diversão nível 2. O cachorro-quente de cordeiro. Bæjarins Beztu Pylsur em Reykjavik. Peça dois. Fazenda Friðheimar. Sopa de tomate à vontade na estufa. Cânion Stuðlagil. Estacione no LADO LESTE para a melhor vista.
Caçando Cachoeiras: Prepare-se para se Molhar
A estrada para o sul é surreal. Você vai querer parar a cada cinco minutos. Não faça isso. Foque em Seljalandsfoss. É a cachoeira que dá pra passar por trás. Você vai se molhar todo. Leve capa de chuva. Calça impermeável. O barulho da água atrás da cortina é ensurdecedor.
Depois vem Skógafoss. É enorme. Você pode ficar na base e se sentir pequeno, ou subir as escadas. São mais de 400 degraus. Suas pernas vão queimar. Seus pulmões também. Chegue ao topo. A vista da costa e do rio alimentando a queda é espetacular. Pare de reclamar e suba.
A Praia Que Quer Te Matar
Reynisfjara. A Praia de Areia Preta. Não é um parquinho. É a praia mais perigosa da Islândia. As ondas são "sneaker waves". Parecem calmas, mas avançam 15 metros de repente e arrastam turistas para o Atlântico gelado. Nunca dê as costas para o mar.
A areia é preta como carvão. As colunas de basalto parecem órgão de igreja esculpido por gigantes. Tem uma caverna digna de filme de fantasia. É sombria, linda e mortal. Respeite.

A Armadilha do Cânion: Não Seja Ingênuo
Se for ao Cânion Stuðlagil, preste atenção. O Google Maps vai te enganar. Ele leva para a plataforma principal. É uma armadilha. Você só vê de cima e não entra no cânion.
Vá para o estacionamento do lado leste. É uma estrada de fazenda. Caminhe uns 2 km. Leva uma hora. Mas esse caminho te leva até a água. Dá para andar nas colunas de basalto. Tocar a água turquesa. Se for pelo lado errado, vai dirigir horas pra uma foto sem graça. Vá pelo lado leste.
Modo Sobrevivência: Vento e Carteira
A Islândia é cara. Gastei uma fortuna com gasolina. Uma pizza simples custa $30. O vento é violento. Pode arrancar a porta do carro alugado se não segurar. Verifique os aplicativos de clima sempre. Estradas fecham. Tempestades acontecem.
Mas o sol da meia-noite na primavera dá luz até meia-noite. Aproveite. Durma menos. Dirija mais. Perca-se.
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