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Lagoinha do Leste: trilha e aventura selvagem em Florianópolis
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Lagoinha do Leste: trilha e aventura selvagem em Florianópolis

Descubra Lagoinha do Leste, a praia mais selvagem de Florianópolis. Trilha, suor e paisagens intocadas esperam por você neste paraíso escondido.

Acha que conhece praias? Pense de novo. Florianópolis guarda um segredo. Um paraíso selvagem e intocado ao qual você não chega de carro. Bem-vindo à Lagoinha do Leste. A aventura começa agora.

Lagoinha do Leste, selvagem e intocada - Foto de Sergio Venosa

Pronto para se perder?

Esqueça o caminho fácil. Nada de carros. Nada de multidões. Só há três jeitos de chegar: de barco ou suando. O barco saindo do Pântano do Sul é para quem quer moleza. Explorador de verdade vai a pé. Duas trilhas. Uma sai do Pântano do Sul—curta, íngreme e puxada. A outra parte do Matadeiro—mais longa, mais selvagem e com vistas de tirar o fôlego. Quer o melhor? Comece pelo Matadeiro. Veja o sol nascer. Sinta a brisa do Atlântico. Cruze a areia e entre na trilha. A mata te engole. Raízes, pedras, suor. Vale cada passo. Sem exceção.

O que ninguém te conta

Matadeiro não é só ponto de partida. É lenda. Também não tem carro. Só Mata Atlântica pura e água tão cristalina que chega a arder nos olhos. Gelada? Sim. Mas impossível resistir a um mergulho. E o nome? História pesada. Caça de baleias. O passado ficou nos nomes—Matadeiro, Armação. Hoje, é só beleza bruta e natureza selvagem.

Continue. A trilha sobe. As pernas queimam. O visual se abre. Costão, penhascos, azul sem fim. Dá vontade de parar. Não pare. O melhor ainda está por vir.

Vista do Costão, Lagoinha do Leste - Foto de Lucas Correard

A descida: conquiste seu paraíso

O trecho final? Puxado. Íngreme, escorregadio, às vezes só de quatro. Mas aí—Lagoinha do Leste. Selvagem. Vazia. Um Éden entre a mata e o mar. Nada de hotéis. Nada de casas. Só alguns quiosques vendendo caldo de cana gelado e lanches. A lagoa corta a areia ao meio. Entre na água. Deixe o Atlântico levar o suor embora. Você merece.

Curioso? A praia tem só 680 metros. Caminhe tudo. De norte a sul. Cada grão de areia parece um segredo.

Suba mais: Morro da Coroa

Acha que acabou? Nem perto. Siga para o sul. A trilha para o Morro da Coroa te espera. Só 400 metros, mas é subida pura. Quatro apoios, atenção total. O prêmio? Uma vista que faz qualquer outra praia parecer comum. Azul sobre azul. Mata caindo no mar. Dá vontade de ficar pra sempre.

Mas não vacile. A famosa Pedra do Surfista está interditada. Risco de deslizamento. Respeite as placas. Não arrisque a vida por uma selfie. Aventura de verdade é saber a hora de parar.

Cume do Morro da Coroa, vista panorâmica - Foto de Joaquín Cóceres

A volta: não tem atalho

Pronto para ir embora? Tem opções. Volte pelo Matadeiro. Ou encare a trilha mais curta e íngreme até o Pântano do Sul. As duas vão te testar. As duas vão te deixar exausto, sorrindo e querendo mais.

Isso não é passeio de domingo. É rito de passagem. Você termina sujo, cansado e mais vivo do que nunca.

Não perca

A trilha ao nascer do sol saindo do Matadeiro. O caldo de cana no quiosque da praia. O cume do Morro da Coroa depois da subida. O primeiro mergulho no Atlântico.

O desafio

Acha que é forte? Prove. Esqueça as praias fáceis. Fuja das multidões. Encare a trilha da Lagoinha do Leste. Deixe Florianópolis te mostrar o que é selvagem de verdade.