Salinas Maragogi: Resort All Inclusive para Família no Paraíso
Descubra o Salinas Maragogi, o resort all inclusive mais premiado do Brasil, onde diversão em família e gastronomia se encontram com o mar azul-turquesa.
O ar da manhã está carregado com o cheiro de sal e frutas maduras. Estou na fila do buffet do Galés, o restaurante principal do Salinas Maragogi, e o mundo parece incrivelmente generoso. À minha frente, uma mulher equilibra no prato um mosaico de manga, cuscuz e um croissant com uma generosa camada de Nutella. Ela ri, apontando para a montanha de opções. “Dá para comer algo diferente todo dia por um mês”, diz, e eu acredito. O tilintar dos talheres, o burburinho das famílias, o chiado da tapioca na chapa—todos os sentidos despertos.

Lá fora, o sol já está alto, pintando a areia de branco ofuscante. O resort se espalha em gramados verdes e caminhos sinuosos, todos levando ao mar. É pé na areia, como prometido. Do meu quarto, são menos de cinco minutos até a água, mesmo com carrinho de bebê. A acessibilidade está em cada detalhe: rampas, passarelas largas e a inclinação suave da praia. Os funcionários circulam com destreza, posicionando cadeiras e guarda-sóis, levando um carrinho de bebidas pela orla. “Caipirinha?”, oferece o barman, macerando limão e açúcar com habilidade. Aceito, e o copo está gelado, a cachaça marcante e doce na boca.
As piscinas—dez ao todo—vibram com os gritos das crianças e o barulho dos mergulhos. Há salva-vidas em cada canto, e o ar mistura protetor solar e o leve cheiro de cloro. Observo um grupo de bebês na piscina infantil, enquanto os pais aproveitam cerveja gelada dos refrigeradores de autoatendimento. “É o melhor para família”, diz um pai, equilibrando um prato de bobó de camarão e um filho sonolento. “Nunca falta o que fazer.”
O Bar Coral vibra com música ao vivo, a voz do cantor se espalhando sobre a água. O almoço é um desfile de sabores: caldeirada, ensopado de camarão, peixe grelhado e, para os ousados, ceviche vegano com abacaxi e castanha de caju. As bebidas não param—cerveja, vinho, água de coco, tudo incluso, o dia inteiro. Perco a noção do tempo, embalado pelo ritmo do lugar.

À tarde, a maré baixa revela as famosas piscinas naturais de Maragogi. A equipe náutica do hotel organiza um passeio de catamarã—pago à parte, mas vale cada centavo. O barco desliza sobre uma água tão cristalina que parece irreal, com jardins de corais logo abaixo da superfície. Entregam snorkels, e mergulho no mar, o mundo silenciando exceto pelo som da minha respiração. Peixes passam entre meus dedos, flashes de amarelo e azul. Uma garotinha emerge ao meu lado, olhos arregalados. “Parece que estamos nadando num aquário”, sussurra.
De volta à terra, o dia se transforma em noite. O restaurante Mandacaru brilha com a promessa de sabores regionais: dadinhos de tapioca, baião de dois, bobó de camarão com arroz de coco. O garçom sorri ao servir o prato. “Esse é o sabor de Alagoas”, diz, e sinto sol, sal e algo ancestral na comida. A sobremesa é um petit gâteau de queijo coalho, derretendo sobre sorvete de doce de leite, com calda de goiaba escorrendo pelo prato.

Um rio corta o resort, o próprio Maragogi, e no fim de tarde remar de caiaque sob as palmeiras é um privilégio. A água é morna, o ar perfumado de terra molhada e churrasco ao longe. Crianças correm pelas margens, gargalhando. Em algum lugar, uma banda de forró se prepara para a festa junina da noite. Os funcionários deixaram um coração de toalhas na minha cama, com um bilhete convidando a prender um cadeado na ponte para o Dia dos Namorados. Detalhes, sempre detalhes.
A noite cai e o resort se transforma. Tem teatro para as crianças, música ao vivo para os adultos e a sensação de que a festa pode durar para sempre. Passo pela copa do bebê—abastecida com frutas, leite e esterilizadores—pela academia, pelo spa, pelos infinitos pontos de comida e bebida. O ar é promessa de mais: mais sabores, mais risadas, mais sol amanhã.
Sento na varanda, o jardim abaixo vibrando com sapos e música distante. O mar é uma linha escura além dos coqueiros. Penso nos dias aqui—como se estendem e se misturam, como é fácil se perder no ritmo da abundância. “Dá para ficar um mês”, alguém disse. Talvez eu fique. Por ora, deixo a noite me envolver, grato pelo gosto de sal nos lábios e pela lembrança do sol nos ossos.
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