Ir para o conteúdo
Salinas Maragogi: Resort All Inclusive para Família no Paraíso
$200 - $400/dia 4 min de leitura

Salinas Maragogi: Resort All Inclusive para Família no Paraíso

Descubra o Salinas Maragogi, o resort all inclusive mais premiado do Brasil, onde diversão em família e gastronomia se encontram com o mar azul-turquesa.

O ar da manhã está carregado com o cheiro de sal e frutas maduras. Estou na fila do buffet do Galés, o restaurante principal do Salinas Maragogi, e o mundo parece incrivelmente generoso. À minha frente, uma mulher equilibra no prato um mosaico de manga, cuscuz e um croissant com uma generosa camada de Nutella. Ela ri, apontando para a montanha de opções. “Dá para comer algo diferente todo dia por um mês”, diz, e eu acredito. O tilintar dos talheres, o burburinho das famílias, o chiado da tapioca na chapa—todos os sentidos despertos.

Área principal da piscina do Salinas Maragogi, coqueiros e espreguiçadeiras

Lá fora, o sol já está alto, pintando a areia de branco ofuscante. O resort se espalha em gramados verdes e caminhos sinuosos, todos levando ao mar. É pé na areia, como prometido. Do meu quarto, são menos de cinco minutos até a água, mesmo com carrinho de bebê. A acessibilidade está em cada detalhe: rampas, passarelas largas e a inclinação suave da praia. Os funcionários circulam com destreza, posicionando cadeiras e guarda-sóis, levando um carrinho de bebidas pela orla. “Caipirinha?”, oferece o barman, macerando limão e açúcar com habilidade. Aceito, e o copo está gelado, a cachaça marcante e doce na boca.


As piscinas—dez ao todo—vibram com os gritos das crianças e o barulho dos mergulhos. Há salva-vidas em cada canto, e o ar mistura protetor solar e o leve cheiro de cloro. Observo um grupo de bebês na piscina infantil, enquanto os pais aproveitam cerveja gelada dos refrigeradores de autoatendimento. “É o melhor para família”, diz um pai, equilibrando um prato de bobó de camarão e um filho sonolento. “Nunca falta o que fazer.”

O Bar Coral vibra com música ao vivo, a voz do cantor se espalhando sobre a água. O almoço é um desfile de sabores: caldeirada, ensopado de camarão, peixe grelhado e, para os ousados, ceviche vegano com abacaxi e castanha de caju. As bebidas não param—cerveja, vinho, água de coco, tudo incluso, o dia inteiro. Perco a noção do tempo, embalado pelo ritmo do lugar.


Vista aérea do Salinas Maragogi, mar azul-turquesa e prédios do resort

À tarde, a maré baixa revela as famosas piscinas naturais de Maragogi. A equipe náutica do hotel organiza um passeio de catamarã—pago à parte, mas vale cada centavo. O barco desliza sobre uma água tão cristalina que parece irreal, com jardins de corais logo abaixo da superfície. Entregam snorkels, e mergulho no mar, o mundo silenciando exceto pelo som da minha respiração. Peixes passam entre meus dedos, flashes de amarelo e azul. Uma garotinha emerge ao meu lado, olhos arregalados. “Parece que estamos nadando num aquário”, sussurra.

De volta à terra, o dia se transforma em noite. O restaurante Mandacaru brilha com a promessa de sabores regionais: dadinhos de tapioca, baião de dois, bobó de camarão com arroz de coco. O garçom sorri ao servir o prato. “Esse é o sabor de Alagoas”, diz, e sinto sol, sal e algo ancestral na comida. A sobremesa é um petit gâteau de queijo coalho, derretendo sobre sorvete de doce de leite, com calda de goiaba escorrendo pelo prato.


Família de caiaque no rio Maragogi, vegetação exuberante ao redor

Um rio corta o resort, o próprio Maragogi, e no fim de tarde remar de caiaque sob as palmeiras é um privilégio. A água é morna, o ar perfumado de terra molhada e churrasco ao longe. Crianças correm pelas margens, gargalhando. Em algum lugar, uma banda de forró se prepara para a festa junina da noite. Os funcionários deixaram um coração de toalhas na minha cama, com um bilhete convidando a prender um cadeado na ponte para o Dia dos Namorados. Detalhes, sempre detalhes.

A noite cai e o resort se transforma. Tem teatro para as crianças, música ao vivo para os adultos e a sensação de que a festa pode durar para sempre. Passo pela copa do bebê—abastecida com frutas, leite e esterilizadores—pela academia, pelo spa, pelos infinitos pontos de comida e bebida. O ar é promessa de mais: mais sabores, mais risadas, mais sol amanhã.

Sento na varanda, o jardim abaixo vibrando com sapos e música distante. O mar é uma linha escura além dos coqueiros. Penso nos dias aqui—como se estendem e se misturam, como é fácil se perder no ritmo da abundância. “Dá para ficar um mês”, alguém disse. Talvez eu fique. Por ora, deixo a noite me envolver, grato pelo gosto de sal nos lábios e pela lembrança do sol nos ossos.