Balneário Camboriú: Praias, Arranha-céus e Mata Atlântica
Descubra Balneário Camboriú: praias urbanas, trilhas na Mata Atlântica e o contraste entre arranha-céus e natureza. Veja dicas práticas de roteiro.
O contraste de Balneário Camboriú não está só nas fotos: é no bolso, no tempo e nas escolhas de quem viaja. Entre prédios que disputam o céu e a Mata Atlântica que nunca cede espaço, a cidade exige decisões práticas — e recompensa quem sabe onde investir tempo e dinheiro.
Avenida Atlântica e a Praia Central
O cheiro de maresia se mistura ao amendoim torrado e ao leve diesel dos ônibus turísticos. Piso no calçadão de mosaico da Avenida Atlântica, olhando para cima.
“O céu não muda, mas a praia sim”, diz o vendedor, abrindo um coco verde com precisão. “Chamam isso de Dubai brasileira, mas Dubai não tem Mata Atlântica”, completa, rindo. Entrego uma nota amassada e provo a água gelada. Ele tem razão: aqui, o luxo dos prédios altos compete com a natureza. A Praia Central, com seus 7 km de extensão, foi alargada para 70 metros para afastar as sombras dos edifícios. No sul, a Barra Sul avança no mar, e a Passarela Estaiada liga o calçadão ao molhe, com vista surreal dos prédios à beira do Atlântico.

Rodovia Interpraias: Praias Alternativas de Carro
Mas o concreto é só metade do roteiro. Saio do burburinho, pulo o aquário (sessenta reais a entrada) e sigo de carro pela Rodovia Interpraias. Em um dia, dá para conhecer praias bem diferentes.
Primeiro, Estaleirinho e depois Estaleiro. O mar bate forte, as casas de alto padrão ficam escondidas atrás da vegetação, e a praia é para quem gosta de natureza bruta. Mais adiante, Taquaras oferece areia grossa e menos movimento. Uma trilha de 3 km leva à Ponta das Taquaras, mas prefiro o mirante de Taquarinhas: praia selvagem, vazia, linda — e perigosa para banho. O isolamento compensa o excesso de estímulo do centro.

Parque Unipraias e a Mata Atlântica
Para entender o encontro entre cidade e floresta, suba. O Parque Unipraias custa cerca de sessenta reais e leva você de bondinho para dentro da Mata Atlântica. O ar esfria, o cheiro muda: terra molhada, bromélias e pinheiros. No alto, trilhas curtas levam a mirantes com vista para a Praia de Laranjeiras, onde barcos de passeio flutuam em águas calmas. Para quem gosta de adrenalina, há o trenó de montanha Youhooo e a tirolesa Zip Rider.
Trilha do Morro do Careca
Se prefere economizar e suar, vá ao Pontal Norte e faça a trilha até o Morro do Careca. São cerca de trinta minutos por mata e pela Praia do Buraco, com subida íngreme. O topo é gratuito e oferece o melhor visual da região: à esquerda, as ondas selvagens da Praia Brava (Itajaí); à direita, Balneário Camboriú e seus arranha-céus brilhando ao pôr do sol. É como estar entre dois mundos.

Cristo Luz e a Cidade à Noite
Quando anoitece, as sombras dos prédios cobrem a areia. Subo de carro até o Cristo Luz (entrada: cinquenta reais). Diferente dos mirantes tradicionais, aqui a vista é da cidade para dentro. O céu escurece, os prédios se acendem, e a roda-gigante da Barra Norte vira um halo luminoso. Encostado no parapeito de pedra, escuto o ritmo da cidade. Balneário Camboriú é barulhenta, moderna e cheia de concreto — mas a floresta e o mar garantem que a natureza nunca seja totalmente domada.
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