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Jumbo Palermo: O melhor supermercado para souvenirs em Buenos Aires
$50 - $150/dia 4-7 dias mar., abr., mai., set., out., nov. (Primavera e outono) 3 min de leitura

Jumbo Palermo: O melhor supermercado para souvenirs em Buenos Aires

Descubra o Jumbo em Palermo, Buenos Aires: vinhos Malbec, alfajores premium e dicas práticas para trazer o melhor da Argentina na sua mala.

Entrar no Jumbo de Palermo não é apenas fazer compras — é descobrir como os argentinos realmente vivem. O ar gelado e o cheiro de pão fresco se misturam ao burburinho do espanhol rápido e ao som dos carrinhos. Aqui, entre prateleiras infinitas e promoções de última hora, você entende por que tantos viajantes acabam levando mais do que planejaram — e por que talvez precise de uma mala nova só para os achados do supermercado.

Clientes circulando pelos corredores iluminados do Jumbo em Palermo

Logo de cara, passo pela seção de camping e vejo uma parede de malas rígidas e resistentes. É uma tentação real: investir cerca de setenta mil pesos em uma mala média, só para conseguir trazer todos os vinhos, doces e lembranças. Passo a mão pelo acabamento robusto, testando o zíper e as rodinhas, enquanto penso nos limites de bagagem do voo de volta.

"Vai levar a grande?" pergunta uma senhora, apoiada no carrinho.

"Acho que vou precisar," respondo, rindo. "Tem muita coisa pra trazer."

Ela sorri, cúmplice. "Dulce de leche?"

"E vinho."

"Então tem que ser a de plástico duro," ela aconselha, batendo na mala. "Os carregadores de bagagem não ligam para seu Malbec. E não esquece os conitos da Cachafaz. O resto é só açúcar."


Os arcos de tijolos vermelhos do Arcos del Rosedal, próximos ao supermercado

Sigo o conselho e coloco uma balança digital na cesta — seis mil pesos bem gastos para evitar surpresas no check-in — além de frascos pequenos para líquidos. Com a mala vazia no carrinho, parto para os corredores de bebidas. A seção de vinhos do Jumbo é quase uma biblioteca: centenas de garrafas, etiquetas elegantes, preços que surpreendem. Um Trapiche encorpado custa o mesmo que um café simples no Brasil, e rótulos premium esperam pacientemente nas prateleiras mais altas. Pego três garrafas, já imaginando o Malbec sendo aberto em casa semanas depois.


Mas o verdadeiro ouro está nas prateleiras centrais: o doce de leite argentino. Tubos de um quilo da La Serenísima, potes de Milkaut repostero, todos frios e pesados, perfeitos para comer de colher. E, claro, os alfajores. O barulho dos papéis alumínio denuncia quem não resiste. Pego Terrabusi, Jorgitos e, seguindo a dica, os conitos da Cachafaz — pequenas montanhas de doce de leite cobertas por chocolate amargo.


Rua clássica de Buenos Aires com arquitetura charmosa e árvores

O bip do caixa marca o fim da jornada. Alfajores, doce de leite, balança, vinhos — tudo passa pelo scanner, totalizando pouco mais de sessenta mil pesos. Embalo os itens menores direto na mala nova, fechando com aquele zíper que soa como missão cumprida.

De volta à rua, a brisa quente de Buenos Aires mistura cheiro de escapamento e flores de jacarandá. A mala pesada desliza fácil pelo calçamento irregular. Viajamos para ver museus e monumentos, mas há um prazer silencioso em viver o cotidiano de outra cidade — até que fazer compras no supermercado vira uma lembrança tão marcante quanto qualquer cartão-postal. Sigo para o hotel, mala cheia não só de produtos, mas de pequenas experiências argentinas.