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Reykjavik EDITION: Luxo, Conforto e Praticidade na Islândia
$600 - $1500/dia 3-5 dias jun. - ago. (Verão) 4 min de leitura

Reykjavik EDITION: Luxo, Conforto e Praticidade na Islândia

Descubra o equilíbrio entre luxo moderno e tradição islandesa no Reykjavik EDITION, com dicas práticas para explorar a capital e otimizar sua viagem.

Uma Chegada Vulcânica ao Porto

O vento do Atlântico Norte não perdoa: logo ao sair do táxi, o frio intenso e o cheiro salgado do mar te lembram que a Islândia é um destino de extremos. O Reykjavik EDITION surge imponente à beira do porto, com sua fachada de madeira escurecida pelo método japonês Shou Sugi Ban, remetendo à paisagem vulcânica do país. O contraste entre o exterior bruto e o interior sofisticado já antecipa o que esperar: proteção e conforto sem perder o espírito islandês.

Ao atravessar as portas de vidro, o calor acolhedor toma conta. O lobby mistura tecnologia e tradição, com um teto de LED simulando auroras e aromas de madeira, couro e chá preto. Um concierge simpático oferece uma toalha quente, já prevendo o impacto do vento. "O vento sempre vence, mas construímos boas paredes", diz ele, resumindo o equilíbrio entre natureza e abrigo.

A fachada de madeira escurecida do Reykjavik EDITION iluminada sob o céu islandês

Basalto e Veludo Preto

O hotel combina design islandês com toques modernos. Um totem de basalto de quatro metros próximo à entrada homenageia os marcos de pedra que guiavam viajantes nas terras altas. No lounge, cadeiras de veludo preto inspiradas em Pierre Jeanneret cercam a lareira central, criando um refúgio confortável para observar o fogo dançando nas janelas de aço.


Paredes de Vidro e Vista para o Harpa

No quarto, o luxo é silencioso e funcional. O contraste entre o exterior áspero e o interior de madeira clara e móveis italianos é marcante. As janelas panorâmicas enquadram o Harpa, a icônica sala de concertos de vidro ao lado. Cortinas blackout são essenciais no verão, quando o sol quase não se põe. O banheiro, com piso de ardósia e aroma exclusivo Le Labo, transforma o banho em um ritual relaxante após a viagem de 45 minutos desde o aeroporto.

No subsolo, o spa é um verdadeiro santuário de basalto e vapor. Hammam, lounge central e detalhes como pão de vulcão com sal negro e suco verde fresco fazem parte da experiência. O clima é de relaxamento profundo, ideal para recuperar as energias após um dia intenso.

A fachada de vidro em colmeia do Harpa refletindo a luz do norte


Sabores do Sol da Meia-Noite

À noite, o restaurante Tides, comandado pelo chef Gunnar Karl Gíslason (Michelin), oferece uma leitura moderna da culinária islandesa: peixes curados, centeio tostado e frutas silvestres. O ambiente mistura concreto, madeira e iluminação dramática. Depois do jantar, o bar The Roof, no sétimo andar, destaca as vistas panorâmicas do porto e montanhas — especialmente sob a luz dourada do sol da meia-noite, que desafia o relógio.

No lobby, o bar Tölt revela mais uma faceta da cultura local. O bartender explica: "Tölt é a quinta marcha do cavalo islandês, tão suave que você pode segurar uma cerveja sem derramar." O objetivo? Fazer o hóspede relaxar completamente, como se estivesse cavalgando sem pressa.


Solfar e Ruas Coloridas

No dia seguinte, após um café reforçado com skyr e scone de cranberry, é hora de explorar Reykjavik a pé. A cidade, jovem e despretensiosa, mistura energia moderna e tradição. Caminhando pelo calçadão, o destaque é o Sun Voyager, escultura de aço que lembra um navio viking e simboliza sonhos de descoberta.

O centro antigo é um mosaico de telhados coloridos e ruas vibrantes, como a Rainbow Street, pintada em tons vivos em celebração à diversidade. No topo da colina, a igreja Hallgrimskirkja impressiona com sua fachada de concreto inspirada nas colunas de basalto. O interior é sóbrio e silencioso, iluminado por luz natural e dominado por um órgão monumental.

As colunas de concreto da Hallgrimskirkja alcançando as nuvens no centro de Reykjavik

Reykjavik é feita de contrastes: fogo e gelo, dias intermináveis e noites eternas, clima rigoroso e interiores acolhedores. Não é apenas um destino para visitar, mas um lugar para buscar refúgio — e, ao sair para o vento, você percebe que já se adaptou. Agora, deixa-se levar pelo ritmo islandês.